quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tenho cara de paródia?


Ridicularizado. Assim é como me sinto nesse momento. Não pelo fato de estar opinando em rede social, mas sim por aspectos que circundam a situação municipal. Um cidadão cuja cidadania e análise crítica estão sendo desvalorizadas.
Refiro-me sobre as paródias de candidatos municipais que desafiam a inteligência do eleitor. De forma alguma quero dizer que tais músicas foram mal produzidas ou veiculadas desmerecendo o excelente profissionalismo dos que atuam nessa área. Acredito, inclusive, que um estímulo sonoro é fundamental para construir o perfil de um candidato, sua marca e solidar seu ideal durante toda a campanha; desde que seja condizente com a realidade da população.
Por isso alerto sobre nossos futuros representantes. Sobre o teor cômico e provocador aprovado por alguns candidatos o qual o povo não vê graça alguma. Sobre as necessidades de nossa cidade que ouvem tais melodias ecoarem como sátiras de seu próprio infortúnio. E principalmente, escrevo aqui, sobre a necessidade de conhecermos o que de fato propõe nossos candidatos.
 Numa sociedade contemporânea na qual nosso conhecimento e alimentado por informações dinamicamente disponibilizadas em redes sociais, sites, blogs e e-mails, não tive o conhecimento de nenhum candidato que divulgou suas propostas de governo, diretrizes e futuras práticas em algum blog ou algo relacionado. Afinal estamos na era da comunicação, da internet, e esta seria uma ótima ferramenta para o diálogo entre população e futuros governantes.
De qualquer forma, com o auxílio da internet ou não, esse é o momento propício para que a população ocupe, sem receio, o seu lugar na sociedade. Devemos pedir e ouvir as explicações dos candidatos sobre suas perspectivas de governo e armazená-las  como recibos de nossos próprios investimentos na saúde, educação, cultura e, independente da euforia de suas vinhetas, fazer os eleitos dançar conforme a música da ética, do desenvolvimento e da democracia.

Nenhum comentário: