Ridicularizado. Assim é como me sinto nesse momento. Não
pelo fato de estar opinando em rede social, mas sim por aspectos que circundam
a situação municipal. Um cidadão cuja cidadania e análise crítica estão sendo
desvalorizadas.
Refiro-me sobre as paródias de candidatos municipais que desafiam
a inteligência do eleitor. De forma alguma quero dizer que tais músicas foram
mal produzidas ou veiculadas desmerecendo o excelente profissionalismo dos que
atuam nessa área. Acredito, inclusive, que um estímulo sonoro é fundamental
para construir o perfil de um candidato, sua marca e solidar seu ideal durante
toda a campanha; desde que seja condizente com a realidade da população.
Por isso alerto sobre nossos futuros representantes. Sobre o
teor cômico e provocador aprovado por alguns candidatos o qual o povo não vê graça
alguma. Sobre as necessidades de nossa cidade que ouvem tais melodias ecoarem
como sátiras de seu próprio infortúnio. E principalmente, escrevo aqui, sobre a
necessidade de conhecermos o que de fato propõe nossos candidatos.
Numa sociedade contemporânea
na qual nosso conhecimento e alimentado por informações dinamicamente
disponibilizadas em redes sociais, sites, blogs e e-mails, não tive o
conhecimento de nenhum candidato que divulgou suas propostas de governo,
diretrizes e futuras práticas em algum blog ou algo relacionado. Afinal estamos
na era da comunicação, da internet, e esta seria uma ótima ferramenta para o
diálogo entre população e futuros governantes.
De qualquer forma, com o auxílio da internet ou não, esse é
o momento propício para que a população ocupe, sem receio, o seu lugar na
sociedade. Devemos pedir e ouvir as explicações dos candidatos sobre suas perspectivas
de governo e armazená-las como recibos
de nossos próprios investimentos na saúde, educação, cultura e, independente da
euforia de suas vinhetas, fazer os eleitos dançar conforme a música da ética,
do desenvolvimento e da democracia.
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